Montanhas Insurgentes


Esta pesquisa aproxima as rebeliões andinas do século XVIII das experiências de insurgência no Mediterrâneo oriental, com especial atenção aos kleftes gregos, à revolta cretense de Daskalogiannis e às formas de resistência armada em territórios montanhosos sob domínio imperial. O objetivo é pensar, em perspectiva comparada, como Andes e Bálcãs produziram linguagens próprias de autonomia, justiça local, memória rebelde e legitimidade política.
A investigação articula história global, micro-história comparada, oralidade, cultura material e crítica às narrativas imperiais. Ao colocar em diálogo Túpac Amaru, Túpac Katari, Daskalogiannis e os kleftes, a pesquisa interroga as montanhas como espaços de refúgio, circulação, guerra, imaginação política e soberanias rarefeitas. O trabalho vincula-se às tratativas de cooperação acadêmica entre UERJ e Universidade Aristóteles de Thessaloniki, no âmbito de iniciativas internacionais de pesquisa e mobilidade.


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