Dona Romana
Esta pesquisa e ação de extensão acompanha a Casa de Dona Romana, em Natividade, Tocantins, como lugar singular de memória, criação popular, cosmologia e preparação para o futuro. Mãe Romana, quilombola, sem formação escolar formal, construiu desde 1973 um “firmamento” a partir de sonhos, visões e instruções recebidas de outros mundos. Ali armazena água, sementes, livros, objetos, esculturas, pinturas e peças que, segundo ela, terão uso depois do “grande dia”, quando a vida precisará ser reinventada.
A casa não se compreende de imediato. É preciso escutar sua lógica própria, observar seus objetos e aceitar a força de um pensamento que se organiza fora dos modelos convencionais de racionalidade. O que alguns chamam de loucura, vidência ou invenção aparece, nesta pesquisa, como uma forma radical de imaginação cosmológica, cuidado material e salvaguarda da vida. O trabalho é desenvolvido em colaboração com Marcelo Santos Rodrigues, no âmbito do Grupo de Pesquisa CNPq História, Memória e Narrativas Latino-americanas, com interlocuções abertas pelo Núcleo de Estudos das Américas (Nucleas UERJ) e Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFT.


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